terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um primeiro beijo é sempre um primeiro beijo

Dentro de nós

Nada de pensamentos
Boca cerrada
Olhos bem abertos
Mãos frias

Batimento forte
Ausência de pensamento
Descarga de energia
Em todo o corpo

Se tocam
Finalmente os lábios se tocam
Se sentem, queimam
Sinto o calor da sua respiração

Você também sente a minha
A escolade samaba no meu peito
Tentam reanimar seus sentidos
E você treme

Fios de cabelo nos rostos
Os meus e os seus, um nó
Nossos lábios
Outro nó

Um minuto fora
Fora do mundo
Do corpo
Dentro de nós

Você não está

Depois de muito tempo, agora tenho coragem de expor isso:

Tento disfarçar sua falta
Com sorrisos e compromissos
Nem um segundo do dia
Fica vaga e a saudade omito

Falar com você dói
Ouvir sua voz dói
Te ouvir sorrir dói
Não poder estar com você mata

Me engano e o faço be
Chego até a acreditar
Nas mentiras que conto tçao bem
E meu coração dorme pra não chorar

Esse quarto vazio
E o silêncio do telefone
Junto com a ausência do "boa noite"
Vão co o vento voar

A ligação entre nós
Hoje ainda nítida e rochosa
Com o vento e a chuva
Na miragem do deserto ficará

18/11/2009

Querer você

A sua música num cd riscado
Um consgestionamento quando se está atrasada
Seu salto que quebrou na segunda-feira
Nada é tão incoveniente qnto querer você

Como o farol q se abre quando chegamos perto
Uma chuva no meio do domingo
Ou meu cachorro amando a tartaruga de pelúcia
Nada tão inesperado qnto vc

Dinehiro esquecido e agora achado
Pôr-do-sol na praia
E uma boa música sexta a noite
Tudo tão bom qnto ver vc

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Casa

Livrei-me , de uma maneira ou outra, de tudo que estava me perturbando. Se não tudo, a parte que era possível no momento.

Agora, tento identificar o que sobrou de puro em mim e o que as externalidades modificaram.

Felizmente reencontrei minha paixão pela música, pela fotografia, arte como sentido da vida e, principalmente, encontrei minha curiosidade. Tive medo de olhar-me no espelho e ver algo velho e ranzinza, sem gosto pelo novo, pela descoberta. Mas ainda estava lá, sorrindo para mim, a minha curiosidade ao lado do meu encanto pelo novo e belo, esperando serem chamadas para fora do guarda-roupa.

Nessa nova fase, me bateu à porta uma velha amiga, que há tempos não me visitava, a Paixão. EU a havia mandado embora da última vez, já que ela insistia em me lembrar quem eu devia esquecer. Mas agora lá vem ela de novo, com o sorriso aberto e me mostrando diversas novidades e variadas formas de sorrir.

Me dei conta, ao encontrar esses velhos amigos, que não andara usando um par de brincos que nunca deveria ter tirado das orelhas. Os apelidei carinhosamente: individualidade e amor próprio. Apesar de serem amados e estarem sempre a vista, não estavam me vestindo tão freqüentemente. Que alegria! Agora com eles novamente rente a minha cabeça, fui sentar-me embaixo da árvore com quem tenho longas e prazerosas conversas. Como tudo, ela também tem um nome: Conhecimento. Estranho reparar que sempre quando me aproximo dela é justamente quando tomo um copo de uma bebida amarga, porém muito útil, a dor. Nos últimos tempos tinha evitado sentar-me perto da árvore, sentindo-me meio indisposta após alguns copos, sentava-me na poltrona da solidão e lá permanecia. Porém hoje, depois de tantas lembranças e móveis tirados do lugar, tomei coragem para sair novamente. Estou voltando a descobrir os cômodos da minha casa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pena

Pra sei la quem...poesia realmente estranha que saiu do nada.

Então quer dizer
que eu vou ter que te ver?
então quer dizer
que eu vou ter que esquecer?

Sabe, desculpa, mas não é bem assim
Você sabe e eu tbm, você gosta de mim
pena eu ter cansado tão cedo
pena você ter tido medo

Pena nada sair como deveria
ou como eu gostaria
Pensando bem, segue teu caminho
Eu to muito bem aqui sozinho

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Incompetência criminosa

Senha 557. Esta é a senha que determina quanto tempo ainda vou sentir fome, calor e frustração dentro da 3ª DP de Campinas. Eu não roubei, eu não matei, meu único crime foi acreditar num anti-vírus gratuito e no sistema de segurança de internet. Através da maravilhosa, rápida e implacável internet um criminoso qualquer limpou minha conta poucos dias depois de cair meu pagamento.
Essa situação rotineira para a sociedade, inusitada para mim, me frustra. Uma dúvida corrói meu cérebro. Não sei se me indigno mais com o fato ou com o criminoso.
Com o fato devido a todos aqueles processos mirabolantes que passo para acessar minha conta via internet: senha de 4 dígitos, resposta secreta (secreta! Haha. Tem gente que ainda acredita que é possível se ter algo secreto na internet!), senha de 6 dígitos, chave de segurança sorteada dentre 70 números, cor da calcinha, nome do cachorro e algo mais que consigam inventar. Tudo isso pra que? Merda nenhuma, óbvio.
Sobre o criminoso. Moro num país de ricos e miseráveis, mais ou menos 5% da população é rica, outra boa parte é de classe média, ou seja, deve haver milhares de contas que aparecem com mais de 2 mil reais mensalmente e o energúmeno do criminoso conseguiu escolher a conta de uma estagiária perrapada.
Disto só resta uma questão: onde está aquela inteligência brasileira? O famoso jeitinho brasileiro, malandragem? Nem isso tem mais! Não dá para acreditar nem na inteligência dos ladrões galera!
Essa situação de roubos e burrice é culpa do governo? Da sociedade? Minha? Não importa, o que vale é que aqui estou eu , reclamando para um pedaço de papel para tentar esquecer o calor, a fome e passar o tempo na fila de espera da delegacia.

Minha cara na delegacia :





quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Teimosia

Me pegou pelo pé
Me arrastando até as escadas
Sorrindo gentilmente
Me levando pro mundo dela

Tentei escapar
Das suas mãos em meus calcanhares
Me livrei
Como cachorro que escapa da coleira

Quando cheguei a porta percebi
Que só me arrastava pelo pé
Por teimosia,
na verdade, tudo que eu queria
Era ser levada pela mão

Casei.