sexta-feira, 24 de abril de 2009

Perder


Para Jim:

Perder
Através dos meus atos
Eu te ensinei o que há de melhor em mim
Acompanhando seus passos
Iluminei seu caminho até o fim

Até o fim, até o meu limite
Deixando espaço para suas atitudes
Lhe mostrei o respeito

Cuidando mesmo que distante
Você pode ver a lealdade
Sorrindo e amando
Você sentiu minha amizade

Com as portas, janelas e portão abertos
Tei dei o perdão
Lendo por entre as suas linhas arrependidas
Lhe ofereci a paciência

De tudo que queria lhe ensilhar
Um exemplo vivo você vai lembrar
Esta é sua última lição para comigo aprender
Sua cota acabou, aprendar agora a perder

Siga quem lhe compreende
Viva com quem não te cobra
O tempo de preocupações entre nós acabou
Para mim e para você

Essa é uma das minhas expressões mais dolorosas, gostaria de não ter motivos para escrevê-la.

sábado, 18 de abril de 2009

Dreams

Dreams

Now here you go again, you say you want your freedom
Well who am I to keep you down
It's only right that you should play the way you feel it
But listen carefully to the sound

[Bridge]
Of your loneliness
Like a heartbeat drives you mad
In the stillness of remembering what you had
And what you lost
And what you had
And what you lost

Thunder only happens when it's raining
Players only love you when they're playing
yeh, women they will come and they will go
When the rain washes you clean you'll know, you'll know

Now here I go again, I see the crystal visions
I keep my visions to myself
It's only me who wants to wrap around your dreams and
Have you any dreams you'd like to sell

Dreams of loneliness...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

tudo de mim para você

não tenho casa
não tenho conta
não tenho juizo

nada do que você me perguntar eu tenho

nunca precisei
de nada disso

até você surgir e suregir
por que não ter um lugar?
na verdade
só o que me interessa é te amar

só o que eu tenho é querer
só o que eu faço é viver
com você, meu bem
tudo que eu quero é olhar
a chuva cair e a o dia passar

Tudo que houver e não houver
de mim para você

domingo, 1 de março de 2009

Poética

Manuel Bandeira

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja
fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Café

Esse é o último gole
Nesse copo de plástico
Nessa noite quente e chuvosa
Nessa espera solitária

O último gole
Agora já quase frio de esperar.
Parei, pensei, voei em pensamento
Te disse tudo que há para ser dito

Ele está aqui esperando
Coloco o copo de lado
Escrevo uns versos
Gelou, tomei, acabou.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ser chuva

Eu queria ser a chuva
pode parecer pretensioso
fantasioso
depressivo infantil
mas eu queria ser a chuva

Aquela que escorre na janela junto com uma lágrima
a minha e a sua
a chuva que não pede licença
que molha, gela, limpa e pára a rotina do Sol
ou aje junto com ele

Queria ser a chuva que me faz parar e olhar para o céu
Que me faz sentir um encantamento
Apenas em ver como a natureza é forte
implacável e autosuficiente

Gosto de ver a chuva, senti-la e me fazer parte dela
de fazer parte dessa natureza tão rigorosa e bela
Gosto, porque essa é maneira mais simples
de me sentir menos fraca

Quero sentir a chuva
E me sentir através dela
Queria ser a chuva
E queria fazer parte desse mundo

sábado, 17 de janeiro de 2009

Aquela refletida

Como seria se parecer comigo?
me pergunto
como seria uma pessoa
se me remetesse a mim mesma?

não sei descrever
ou destinguir o que seria eu
o que não seria
o que eu gostaria que fosse
e o que negaria em mim

Seria eu uma junção
de espelho,
alma,
palpite alheio
vontade de ser
Sempre vontade
Sempre desejo